segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Por que mais um blog sobre meio ambiente?


Eis uma boa pergunta...

Quando eu me formei em técnica em controle ambiental pela IFRN, amtiga CEFET - RN, no ano de 2003, ser conhecido por trabalhar na área ambiental era ser visto por aquele estereótipo de gente doida que não toma banho  e se acorrenta em árvores.

Creio que o estereótipo não mudou muito, mas de uns tempos pra cá ficou mais glamouroso...

Sinceramente eu detesto estereótipos. É como Carl Sagan no seu livro " O mundo assombrado por demônios" comenta:
"Com isso, aquele que pensa por estereótipos também fica protegido do contato com a enorme variedade de pessoas, a multiplicidade de maneiras de ser humano" (Pag.426)

Carl Sagan é muito sábio nesta fala. Ao se criar um estereótipo de que pessoas que trabalham na área ambiental são pessoas que não tomam banho, se abraçam a àrvores e andam com roupas rasgadas não vejo aí um espaço pra se pensar que as pessoas são plurais e provavelmente não seguem um estereótipo. Sua profissão  não é a única coisa que molda a sua vida ora bolas.


É, esse estereótipo aí não me define... (Fonte: http://muitomaisbiologia.blogspot.com.br/2010/10/anatomia-do-ecologista.html)



Enfim, voltemos à pergunta do post: Porque um blog sobre meio ambiente?

Acho que eu já dei uma dica: eu não sou fã do estereótipo que construíram em torno das pessoas que trabalham na área ambiental. Não mesmo.

Dentro da área ambiental existe uma diversidade  de ramos de estudo e pessoas do mais diversos tipos trabalhando nesssas áreas. Existem pessoas vegetarianas, existem pesssoas que comem carne, existem pessoas que tomam banho, existem pessoas que usam bicicleta, outras que andam de carro...Existe uma diversidade que o estereótipo ignora pela preguiça de pensar das pessoas em achar que não passamos de doidos que salvam baleias (mas não tenho nada contra os doidos que salvam baleias...).

Por isto este blog. Quero escrever sobre meio ambiente, e sim claro sobre a minha formação de ecóloga. Mostrar que o meio ambiente não se resume a apenas bichinhos na floresta e salvar o planeta. Quero falar sobre diversos temas ambientais e espero fazer isto bem (ou não...hehe).




domingo, 13 de janeiro de 2013

Voltando.....

Então, a boa filha sempre à casa torna não é?

Bom, tenho de reconhecer: 2012 não foi um ano bom pra mim. Tive muita coisa mudando na minha vida que foi difícil de aceitar: minha companheira se assumiu como uma mulher trans* e acabaram acontecendo uns percalços bem chatos que a fizeram ficar longe de mim. Desde maio do ano passado estamos vivendo nas pontes aéreas da vida, separadas por 5 mil quilômetros.

Enfim, nunca fui muito fã de ficar sozinha em casa, muito menos de morar sozinha. Gosto de gente em casa. Então, sem a Leda, a minha companheira, aqui em casa tive que me conformar a me virar sozinha, sem ter quem lavasse a louça pra mim (é, é a coisa que eu menos gosto de fazer em questão de afazeres domésticos).Mas no fim das contas estou inteira e a louça está lavada.

Me meti em muitas tretas internáuticas por essa web afora e deixo o super conselho: NÃO SE META EM TRETA DE INTERNET! Você vai pagar todos os seus pecados, vai se estressae, vai deixar de beber aquela biritinha com os amigos e vai se afundar em depressão.E o que eu aprendi com essas tretar todas? Um bocado de coisas.

Primeiro que muitas das pessoas que se metem em tretas na internet não querem discutir amigavelmente. Elas querem ganhar a discussão a qualquer custo. E quando eu digo a qualquer custo é a qualquer custo mesmo! E aí já vislumbramos o caminho que isto toma: agressividades, ameaças e todo o tipo de coisa ruim.

Acho que a melhor coisa que aprendi disso tudo foi me afastar um pouco da internet. Desativei uma conta minha no FB, criei outra pra ter pessoas mais confiáveis (que excluí depois), excluí Twitter...Em suma, dei uma desacelerada boa do tempo que estava gastando com redes socias. E olha, você só se dá conta de quanto essas coisas te sugam quando você pára e começa a avaliar sob a perspectiva de quem está do lado de fora.

Espero que 2013 seja um ano mais ligth pra minha vida. Mas mesmo 2012 ter sido um ano do cão pra mim pude aprender muita coisa e engrossar a minha couração contra coisas ruins. Acho que uma coisa que ainda tenho que melhorar é não me importar com certas bobagens qe falam sobre mim e sobre as pessoas que eu amo. Eis uma boa resolução de ano novo....

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Propaganda sexista: ninguém merece!


Fim de semana passado, eu lá gastando meu tempo no Facebook e amig@s começam a comentar uma peça publicitária da empresa de preservativos Prudence.


A referida empresa em questão publicou uma peça publicitária intitulada Dieta do Sexo, onde listava práticas sexuais e a quantidade de calorias gasta em cada prática. Bom, poderia ter sido apenas mais uma propaganda pra vender um produto qualquer, se não fosse por dois detalhes gritantes que acabaram por fazer apologia a uma prática criminosa: o estupro.

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Gente, não há o que se discutir: tirar a roupa de uma mulher sem o consentimento dela é estupro. Não há licença poética aqui que mude o que está escancaradamente escrito.
O embrulho no meu estômago piorou ao ler pessoas defendendo a peça, com argumentos que iam desde o desdém “ah, é só uma piada”, “ah, parem de mimimi, e só uma propaganda”, até pessoas argumentando que o “sem consentimento” se refere ao “charminho” que a mulher faz antes de uma relação sexual. E de quem partiu essas defesas apaixonadas? Oras, de uma maioria esmagadora de homens cissexuais.


E porque muitos homens não veem nada demais em propagandas como essa? Porque eles cresceram numa sociedade onde abusar de uma mulher bêbada é um direito, já que “mulher decente não fica bêbada”, que cantar uma mulher na rua com termos ofensivos é um elogio e a mulher tem que gostar senão é mal – amada, que esposa não deve negar sexo quando o marido estiver com vontade, afinal é dever dela estar pronta para cumprir com seus deveres matrimoniais. Homens como estes ainda insistem em dividir mulheres entre santas e putas, onde mulheres classificadas como “putas” não são consideradas seres humanos dignos de respeito e devido a isto estão sujeitas a todo tipo de violência, incluso aí o estupro.


Isso tudo faz parte de algo denominado cultura do estupro, que coloca mulheres, tanto cissexuais quanto transexuais, como objetos ao deleite do homem. A culpa do estupro, ao invés de ser posta no estuprador, é colocada na vítima, que dependendo de como está vestida, do local onde se encontra, da quantidade de parceiros que já teve e da quantidade de bebida que ingeriu tem a sua violência sofrida tratada com descaso, sendo seu sofrimento abafado por uma sociedade que diariamente a trata como um cidadão de segunda classe.

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Marcha da Vadias de Brasília. By Srta Bia

Devemos quebrar este ciclo de violência. O estupro é crime, independente de quem seja a vítima e de como é sua vida pessoal. Não há desculpas, não existem atenuantes. Se opor às mídias publicitárias que fazem apologias ao estupro e à violência sexual é um primeiro passo.Respeite a autonomia das mulheres ao seu próprio corpo!Diga não à violência sexual!

Esta postagem faz parte da Blogagem Coletiva:Mais respeito às pessoas no marketing e publicidade brasileiros.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Bobagens


Olá gente!

Então, meu blog está abandonado às traças, hehehe…

E nem vou ficar dando desculpas do porquê isto ocorreu. Ele ficou às traças porque eu quis deixá-lo às traças. Ele não foi uma prioridade na minha vida nesses últimos tempos.

Na realidade, esse semestre de 2012 tem sido uma revolução na minha vida. Me mudei pra um local novo, trabalho no que gosto, estou morando sozinha e cuidando da minha saúde indo todos os dias na academia e fazendo dieta. A dieta é a pior parte pra mim. Gosto de cozinhar e como boa paulistana que se preze adoro uma pizza.

Então, esse post é bobajada mesmo, é eu falando de um bocado de coisa e ao mesmo tempo não falando de nada…

Mas aí eis a questão: Lilian, então porque você veio escrever bobagens no blog?

Oras, primeiro porque aqui é um espaço meu. Segundo porque tracei uma meta de escrever pro meu blog. É, eu tracei uma meta, escrevi no Word, imprimi e coloquei na porta da geladeira. Fiz isto com as tarefas de casa também. Minha casa estava uma zona, eu precisava de um mínimo de organização para me sentir bem dentro da minha própria. Você podem achar besteira, mas pra mim é bacana entrar em casa e ver que ela está limpinha.

Estou aprendendo a duras penas que ter uma vida organizada faz você economizar um bem valioso: tempo. Quando você se organiza, planeja suas tarefas, o que vai comer, o que vai vestir, quais tarefas vai realizar durante o dia, etc, você usa seu tempo de maneira proveitosa. E, voilá, acaba sobrando aquele tempinho bacana pra você lesar na internet.

Um blog bem bacaninha que eu sigo é o Vida Organizada. Ele possui diversas dicas, desde como se planejar para fazer um curso de inglês online até como montar sua rotina de limpeza semanal da casa.

Bom, já escrevi  bobagens demais, hehe. Vejo se escrevo mais bobagens durante a semana pra vocês!Quero atender a minha meta!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Eu quero amenidades!


Olha gente, hoje eu estava a fim de fazer um post bem bacanão sobre feminismo e talz, mas me bateu uma preguiça monstra, além dos estresses que passei fim de semana com algazarra de vizinhos.Mas no mais a minha vida está tranquila, graças a  Deus.

E eu pensando a minha desgraça particular hoje pela manhã e uma das minhas colegas de trabalho me conta a história do vizinho que mora em frente à sua casa, que num assalto foi baleado na cabeça e ficou tetraplégico. E para piorar a situação a Previdência Social não o aposenta porque a mãe que cuida dele é uma pensionista. Nossa, fiquei pensando como as estruturas públicas podem ser tão cruéis e nos tratarem como simples números.

Feriado disse-me ela que ia fazer um churrasquinho na casa dela em retribuição à ajuda que eu e o Queridão damos na sua mudança. Estou com vontade de conhecer melhor a história do moço que mora na frente da casa dela…

Certa vez ouvi de um amigo que eu não deveria me importar tanto com as coisas que acontecem no mundo, com as pessoas, com as injustiças. Juro que não consigo fazer isso. Posso não mudar o mundo, mas pelo menos quero ter a certeza que não estou deixando-o pior.

P.S. – Para os fãs de Star Trek, um episódio de Star Trek Deep Space Nine, da 3º temporada, chamados Past Tense que trata de desigualdades sociais. Tem um da Star Trek Voyager, mas eu não lembro o nome e tô com preguiça de procurar….Para as mentes mais reflexivas vale a olhada!

sábado, 31 de março de 2012

E no interior da Rondônia…


…é onde eu vivo!

Acho interessante a visão que as pessoas têm quando você fala que vive na região norte do país. Automaticamente vem na cabeça da pessoa que você mora no meio da floresta, numa casinha feita de madeira, cercada de macacos e com um milhão de onças à sua espreita para fazer você ser a próxima refeição delas. Nada mais longe da verdade, cidades da região norte são cidades como qualquer uma, com casas, ruas, asfalto, bancos, lojas… Enfim, nada muito diferente do que você já está acostumado.

Claro, óbvio ululante que numa cidade do interior não vai ter 132121345 restaurantes pra você ter uma opção de comer num restaurante diferente todo dia. E mesmo se tivesse, acredito que são poucas as pessoas que tem tempo suficiente, bem como condições econômicas suficientes para tal façanha, diga-se de passagem.E por falar em comida, tô louca pra comprar os móveis da minha cozinha pra voltar a cozinhar minhas besteirinhas… Já faz dois meses que me mudei de Natal, no Rio Grande do Norte para Cacoal na Rondônia, e trouxe apenas o estritamente necessário, como roupas, meu computador que eu não vivo sem e alguns poucos utensílios de cozinha, como pratos e copos. Ou seja, estou sem geladeira e sem fogão e acabo fazendo as minhas refeições todas fora de casa. É legal você sair um pouco e comer num canto diferente, mas tem dias que eu realmente não gostaria de sair de casa, principalmente quando envolve um domingo chuvoso…

Bom, Cacoal é uma cidade legalzinha de se morar e basicamente a sua economia é movida pela agricultura e pecuária. Tem cinema (hohoho), pessoas e casas noturnas que gostam de rock (oh yes!), chuva no começo do ano (praticamente quase todo dia chove) e muito, mas muito calor. Do calor eu não achei lá muito incômodo, até porque em Natal também faz muito calor.
Não posso negar que sinto uma tremenda saudade de Natal. Uma porque minha família ficou lá e outra porque adoro Natal de coração mesmo. Aprendi a amar Natal como a minha terra, apesar de todas as suas mazelas, a amar as pessoas com quem fiz valiosas amizades e compartilhei anos da minha vida.
É difícil não sentir saudades de uma coisa linda dessas:
Genipabú
Praia de Genipabú - Extremoz / RN. Autor:Leandro's World Tour / Creative Commons

sexta-feira, 30 de março de 2012

Afinal quem é Kony ?


Alguns dias atrás, vi um vídeo do Yuri Greco comentando sobre  um vídeo de uma ONG norte americana chamada Invisible Children sobre um homem chamado Joseph Kony. O vídeo da ONG tinha por objetivo mostrar ao mundo quem era Kony  e o que este homem andava fazendo na África.

Acho super importante divulgar injustiças pelo mundo afora. Isto faz com que as pessoas por algum instante das suas vidas insossas veja que a vida de outras pessoas não é tão florida assim. Que levantar um pouco o traseiro da cadeira e fazer algo simples pode mudar alguma coisa, pelo menos pras pessoas que convivem diretamente com você.


Claro que a história não se resume apenas a apoiar a ONG e divulgar o vídeo o máximo possível. Como em toda a história, sempre há uma outra versão dos fatos, versão essa importante de ser examinada para termos um panorama geral sobre a situação. Acho nisso o vídeo da ONG Invisible Children cumpriu muito bem o seu papel: fazer que pessoas como eu e você nos interessassem pelo assunto e fossem atrás de outras fontes de informação.


Bom, como tenho pessoas interessantes na minha timeline do Facebook que compartilham informações interessantes e dentre essas informações argumentações sobre o vídeo do Kony 2012. Um vídeo que eu achei particularmente interessante foi de uma blogueira ugandense sobre o assunto:

Ela conseguiu resumir bem o meu incômodo sobre o vídeo da ONG Invisible Children:até que ponto temos que ver os africanos como um bando de coitados que não conseguem resolver seus problemas?Será que apenas nós, ocidentais, poderemos por fim à guerra civil sem levar em consideração o que os próprios ugandenses estão fazendo para trazer  paz ao seu país? Será que  simplicar a questão em apenas prender Joseph Kony irá por um fim a tamanha barbárie? São diversa perguntas que exigem um mínimo de conhecimento sobre a questão da Uganda para que possam ser respondidas


Sei que uma ONG sozinha não poderá resolver todos os problemas, tenho consciência que o vídeo sobre o Kony não abordou muito da situação e o histórico da guerra civil da Uganda, mas creio que mais um passo foi dado. Acertado ou não, mas foi dado. Cabe a cada um de nós decidir se daremos a nossa singela contribuição.

P.S.- Tem um vídeo do vlogger Tomishiyo esclarecendo as críticas recebidas do Kony 2012. Vale a pena conferir, você pode ver aqui.

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